Suas mãos estavam ensaguentadas com um vinho barato
Em seus olhos, o reflexo de mais um homem morto
Seu coração estava dilacerado, como tripas espalhadas, por um tapete branco.
Não, nem sempre temos o que esperamos.
Melhor dizendo, nunca temos o que esperamos.
Ela pensou que seria melhor sair para tomar um ar e umas boletas,
caso contrário temia que seu coração parasse de bater.
No caminho, passou por tocadores de cítara e uns jazzistas malucos,
mas aquela voz maldita não parava de cantar na sua cabeça.
O retradado daquele último assassinato.
Então ela largou as armas por aí, tirou suas botas de couro largo
e seu casaco grande e felpudo.
Nua caminhou horas na chuva, e lembrava do seu antigo amor de tempestades.
Cantou sua música para alguns bebâdos nas esquinas.
Deu o braço para os seus dois maiores amores, e decediu voltar para casa com eles.
Pois não há lugar como aquele, não há pessoas como aquelas.
E se você tentar um poquinho mais, você consegue aquilo do que tanto precisa.
E foda-se o que espera.
E foda-se a espera.
E fodam-se todos vocês.
Inclusive tu, e eu.
Ela praticava a arte da decepção, qualquer um pode notar, aqueles olhos caídos não enganam ninguém.
Nem sempre se consegue o quer.
E pra puta que pariu.
Now... I am gonna kill Bill

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