quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Let it bleed

Desculpa se te dei um cargo que não era teu
É sempre assim, eu dou e tu toma
Todos pensam que quero dizer adeus no final
Mas isso é errado, não existem finais nessa vida além da morte
Eu sempre quero um recomeço

Me lembro quando eu era pequena
Eu usava branco, e ele preto
Eu sempre deixava ele ganhar as brigas
Óbvio, ele iria chorar senão ganhasse
Quando cresci resolvi chama-lo de meu
Óbvio, um dia ele partiu sem eu saber por que, e até hoje eu choro sem perceber.
Ele não se deu o trabalho de mentir, ele não se deu o trabalho de dizer adeus.
Então se ele não se deu o trabalho, você não precisa se ocupar com tanta cerimônia.

Use da sua simpatia e do seu bom gosto.
É gozado como depois de um tempo as expectativas morrem, e depois mais ainda elas param de surgir.
E você fica sentado pedindo, agora é a minha vez de tomar.
Agora é a minha vez de partir.
Não me tira esse direito, por que ele é meu por merecimento e dignidade.
Palavra essa tão morta e esquecida nos dias de hoje, mas que no meu vocabulário ainda custa muitas moedas de ouro.

E não pense que não foi real, por que sempre tem um pouco de realidade.
Por que tu pode ter todo o ouro e a prata, se quizeres ter, é só pegar,
É tudo muito simples, mas eu e você, nós somos reis na capacidade de complicação.

Por que todo mundo precisa de alguém para sangrar, sonhar, deitar, dormir, emprestar
E se você quizer, baby, você pode sangrar em mim.
Toma tudo, vai, pega meus seios, pega minhas pernas, meus braços, meu coração, pega tudo
Só deixa minha maconha, meu isqueiro, e volta para me dar um beijo no outro dia.
Ou então parte na calada da noite, sem fazer barulho e apaga teus vestígios, por que com certeza, vou esquecer de ti.

Todo mundo precisa de alguém para se alimentar
E se você quizer, baby, você pode me comer sempre.
Toma tudo, já disse, sangra por todos os lugares, marca tudo.
Pode vir não tenho medo, conheço essa tua poesia
Conheço essa tua escuridão
Já fui dona de tudo isso
Posso te ensinar a caminhar pelo sol, vampirinho maroto.
Posso curar essas tuas feridas, eu também sou xamã
Só sangra legal por aí, me marca com o teu amor
Me deixa amar por todos os lugares.
Diz que tuas palavras não são vazias e eu acreditarei,
Me tira dos meus versos e eu vou
E se tu quizeres, eu posso ser real, por uns tempos.

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