sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Enquanto tu procuras os vermes, eu te dou flores
Ora meu bem, não vês que no meio de toda a sua cólera eu já me acostumei com teus fedidos odores?
Eu trago suaves venenos incapazes de matar um homem forte como tu, eles apenas são vertiginosos e ilusórios.
Por que me temes tanto?
Queres desvendar todos os mistérios da humanidade, mas não compreendes ainda nem a ti mesmo.
Ah, meu belo, doce vampiro de lábios tão roxos, abra teus olhos e caminhe sobre a plenitude do que tanto temes . . . o dia.
Sei que tens medo, mas é minha função alertá-lo. A vida é o que acontece enquanto estás ai, fadado aos teus infernos pessoais.
Sim, sou eu, a serpente do universo, a tua rainha que pulsa freneticamente no teu ser. Enquanto tu paralisado em meio de tanta dor imaginária criada apenas para a tua egoísta e masoquista diversão, me ignoras.
Cuidado mon cher, eu posso me vingar.
Da próxima vez trarei meu punhal no lugar das flores e venenos mais fortes nos lábios e te obrigarei a prová-los.

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