domingo, 2 de agosto de 2009
Bring it on home to me
O copo de cerveja já estava morrendo, o cigarro queimava pela metade entre meus dedos. Caminhava apressada para casa. Ele vinha devagar, legítimo lobo da estepe, tocando aquele som do Missipi, uma gaita gentil e penetrante. Ele olhou fundo nos meus olhos, eu olhei fundo nos olhos dele. Por muito tempo tentava entender como o tempo parava quando encontramos o grande amor da nossa vida. E foi nesse instante, entre o som lisérgico daquele blues e do reencontro daqueles olhares que o tempo parou. Ali, naquele lugar, naquela nota, naquela tragada, no suspiro. E então o tempo voltou.
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