Não sei se devo tentar entender.
Estranhos caminhos que a vida tenta em me oferecer.
Sei que as coisas tem ficado bizarras demais por aqui.
Outra noite ele se apresentou, assim como ele se apresenta, só naquelas situações especiais, quando estamos todos reunidos e eu realmente não precisava ter um rei ao meu lado, ou precisava, e ele se apresenta e veste a sua coroa. Não deixa nenhum outro mortal se aproximar de mim, apenas ele, ele e eu, no meio de todos os súditos. Ele procura não ofuscar o meu brilho, ele procura não sangrar em mim. Nem uma gota. Eu fico ali sedenta esperando seus momentos de fraqueza, louca para atacar. Querendo pegar o circo todo, só pra mim. Mas não. Eu deixo ele estar. Assim como estamos. Ele vela meu sono, me entrega à Morfeu. E logo depois parte embora. E eu fico sem saber, até quando. Logo outros aparecerem. Todos amaldiçoados por ele. Não podem sangrar em mim. Ninguém pode sangrar em mim. E eu fico ali sedenta esperando o momento de fraqueza para arrancar suas entranhas. Quero seus testículos em uma bandeja rapaz. E sei que ainda os terei. E quando esse diga chegar tarde demais será para suplicar por perdão. Eu conto a cada conto e digo por cada canto. Sei que vou receber tudo de volta e com juros. Eu estou partindo agora. Não pretendo voltar. Vou para onde vocês não podem me seguir. Podem ficar com tudo. Com todas as mentiras suadas que inventei para cada um. Levo minha aliança. Aquela, daquele que um dia ousou me desposar. Não escutarei mais passos pela areia. Não escutarei mais lamúrias dos tempos que não devem voltar mais. Por favor. Não dirijas a palavra àmim. Me ignore como sempre. Pense que é só mais uma noite, daquelas em que nos separamos em caminhos opostos. E não tenha a audácia de me seguir. Cansada, simplesmente cansada.
Vou cair no meu leito. E espero sangrar um pouco. Quero carne nova. Quero amor puro. Eu me rendo. Larguei minhas armas por aí. Se encontrares não me devolva, me deixa estar. Só tenho que seguir em frente, e dessa vez, acompanhada por alguém.
E foda-se.
Foda-se tu, foda-se eu, fodamo-nos todos.
sábado, 30 de abril de 2011
cansada de toda essa hipocrisia
eu nem te conheço, eu nem me conheço, eu não conheço ninguém
you're lost little girl
não olhar pra trás, não se sabe mais nem de onde se vem
só se pensa em chegar mais e mais acima
não se importa com o que se deixa pra trás
apenas com o que se leva pra frente
e foda-se tudo isso
foda-se todos esses cantos de solidão
eles constroem algo maior
e tu que queres viver à minha sombra
sinta-se a vontade, só não espere chegar muito perto
jamais vais sentir o gosto da minha luz
eu não preciso de ti, dos teus beijos infames e das tuas desculpas furadas
sigo sozinha
não preciso de ninguém pra arrumar minhas coisas
não preciso de ninguém pra escrever os meus gritos
e que se foda
a tua falta de libertação
a tua falta de entrega
e o teu medo de ser feliz
que se foda
eu sei que sei o que faço
mesmo que não saiba onde estou
eu nem te conheço, eu nem me conheço, eu não conheço ninguém
you're lost little girl
não olhar pra trás, não se sabe mais nem de onde se vem
só se pensa em chegar mais e mais acima
não se importa com o que se deixa pra trás
apenas com o que se leva pra frente
e foda-se tudo isso
foda-se todos esses cantos de solidão
eles constroem algo maior
e tu que queres viver à minha sombra
sinta-se a vontade, só não espere chegar muito perto
jamais vais sentir o gosto da minha luz
eu não preciso de ti, dos teus beijos infames e das tuas desculpas furadas
sigo sozinha
não preciso de ninguém pra arrumar minhas coisas
não preciso de ninguém pra escrever os meus gritos
e que se foda
a tua falta de libertação
a tua falta de entrega
e o teu medo de ser feliz
que se foda
eu sei que sei o que faço
mesmo que não saiba onde estou
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