domingo, 8 de novembro de 2009

sobre aquelas cartas sem destinário que adoro publicar

ontem eu vi o mundo girar
fazia muito tempo que ele não girava
eu sou exagerada, então considere este tempo em meses, não em anos.
caminhei devagar pelos corredores, mais rápida que uma bala de canhão e era simplesmente incrível a sintonia pela qual meus pés obedeciam aos meus comandos. mesmo que a comandante estivesse sobre grande efeito de narcóticos.
sim. a anestesia do real
procurei um lugar tranqüilo na minha mente para descansar disso tudo
e nada melhor para o demônio, do que um show do bom rock'n'roll para lavar a alma
não sei por que na volta para a casa ainda desejei tua presença nos meus lençóis, talvez por que teu cheiro ainda está pelo ar.
os tempos por aqui mudam rápido
e se o mundo já consegue girar, e eu consigo girar com ele
acho que as coisas realmente possam mudar e voar
as lembranças de velhos tempos colorem a minha mente, lentamente, na esperança de bons ventos
e para marinheira só que sou, a luz das estrelas e da lua sempre bastou
nada como uma boa cachaça depois de uma longa viajem tempestuosa,
esse barquinho ainda vai longe, aprendendo a remar com a maré .
Fui correndo buscar minha glória.
Row, row, row your boat,
Gently down the stream.
Merrily, merrily, merrily, merrily,
Life is but a dream.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

é injusto, tão nova, tantas guerras
tantos óbitos

é simples.

quase uma questão de retórica.
não, é uma questão prática mesmo, da qual todo o ser humano não consegue se ver livre.

o egoísmo, o medo e a razão;

é como todas as aquelas noites amargas
em que as estrelas se negam a brilhar no céu

alguns rostos sorriem na rua
mas não para mim

tu nervoso me pergunta se tudo está bem
e eu seca ainda respondo que sim

passas a tarde preso em um telefone
mas não consegues me encontrar
não é por maldade
e sim por tempo

uma questão prática da qual eu preciso

respirar

um dia eu voarei daqui
e tudo isso já será ontem
tu não vai comigo
não tenho forças para te carregar mundo a fora

eles me chamam de assassina fria
eu digo,
que sou uma assassina quente