sexta-feira, 6 de novembro de 2009

é injusto, tão nova, tantas guerras
tantos óbitos

é simples.

quase uma questão de retórica.
não, é uma questão prática mesmo, da qual todo o ser humano não consegue se ver livre.

o egoísmo, o medo e a razão;

é como todas as aquelas noites amargas
em que as estrelas se negam a brilhar no céu

alguns rostos sorriem na rua
mas não para mim

tu nervoso me pergunta se tudo está bem
e eu seca ainda respondo que sim

passas a tarde preso em um telefone
mas não consegues me encontrar
não é por maldade
e sim por tempo

uma questão prática da qual eu preciso

respirar

um dia eu voarei daqui
e tudo isso já será ontem
tu não vai comigo
não tenho forças para te carregar mundo a fora

eles me chamam de assassina fria
eu digo,
que sou uma assassina quente

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