Embaixo do México, tem um lugar maluco que eu conheço, onde as bebidas são mais quentes que molho de pimenta, e o chefe é um gatuno preto e malvado que se chama Joe.
Se tivesse escolha, voltaria atrás e colocaria as balas onde elas deveriam estar.
Se tivesse escolha teria matado ela primeiro, sim, ela depois ele, depois ele e depois tu.
Cairíamos todos juntos como um grande dominó atormentado.
E quando o círculo se armasse, estaríamos todos dentro dele, uns apontando armas para os outros, com pingos contados caindo pelo tempo.
Seria quase como que justo.
E por final, olho por olho, dente por dente, e que a sorte afortune os merecidos.
Eu também teria sido mais feliz se o destino tivesse dito para amar ele. Mas a única porta que se abre, é a morte.
Então que seja, calada, eu faço.
E quem aqui vai me dizer que faria o contrário?
Quem levanta um dedo saindo do inferno?!!
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
e é então entre muralhas de gelo que nos encontramos
procurando razões para simples
1,2,3,4
live for today
para sentir o que seria mais além da busca
sempre sem querer
assim como nascer
a verdade
do que eu quero mais
a vida
e tudo aquilo que acontece depois de um grito de liberdade
e é aí que me refiro.
tu vês…
em um simples parafraseamento posso me desconectar e quebrar
caindo múltipla em mil pedaços
me pegando de volta e colocando de volta
assim com a fênix que pula de olhos negros e abertos das cinzas
e o rio que se quebra ao entrar no mar e se faz rio ao sair dele
muralhas?
que alhas?
meu cú para as migalhas
procurando razões para simples
1,2,3,4
live for today
para sentir o que seria mais além da busca
sempre sem querer
assim como nascer
a verdade
do que eu quero mais
a vida
e tudo aquilo que acontece depois de um grito de liberdade
e é aí que me refiro.
tu vês…
em um simples parafraseamento posso me desconectar e quebrar
caindo múltipla em mil pedaços
me pegando de volta e colocando de volta
assim com a fênix que pula de olhos negros e abertos das cinzas
e o rio que se quebra ao entrar no mar e se faz rio ao sair dele
muralhas?
que alhas?
meu cú para as migalhas
sábado, 30 de abril de 2011
Não sei se devo tentar entender.
Estranhos caminhos que a vida tenta em me oferecer.
Sei que as coisas tem ficado bizarras demais por aqui.
Outra noite ele se apresentou, assim como ele se apresenta, só naquelas situações especiais, quando estamos todos reunidos e eu realmente não precisava ter um rei ao meu lado, ou precisava, e ele se apresenta e veste a sua coroa. Não deixa nenhum outro mortal se aproximar de mim, apenas ele, ele e eu, no meio de todos os súditos. Ele procura não ofuscar o meu brilho, ele procura não sangrar em mim. Nem uma gota. Eu fico ali sedenta esperando seus momentos de fraqueza, louca para atacar. Querendo pegar o circo todo, só pra mim. Mas não. Eu deixo ele estar. Assim como estamos. Ele vela meu sono, me entrega à Morfeu. E logo depois parte embora. E eu fico sem saber, até quando. Logo outros aparecerem. Todos amaldiçoados por ele. Não podem sangrar em mim. Ninguém pode sangrar em mim. E eu fico ali sedenta esperando o momento de fraqueza para arrancar suas entranhas. Quero seus testículos em uma bandeja rapaz. E sei que ainda os terei. E quando esse diga chegar tarde demais será para suplicar por perdão. Eu conto a cada conto e digo por cada canto. Sei que vou receber tudo de volta e com juros. Eu estou partindo agora. Não pretendo voltar. Vou para onde vocês não podem me seguir. Podem ficar com tudo. Com todas as mentiras suadas que inventei para cada um. Levo minha aliança. Aquela, daquele que um dia ousou me desposar. Não escutarei mais passos pela areia. Não escutarei mais lamúrias dos tempos que não devem voltar mais. Por favor. Não dirijas a palavra àmim. Me ignore como sempre. Pense que é só mais uma noite, daquelas em que nos separamos em caminhos opostos. E não tenha a audácia de me seguir. Cansada, simplesmente cansada.
Vou cair no meu leito. E espero sangrar um pouco. Quero carne nova. Quero amor puro. Eu me rendo. Larguei minhas armas por aí. Se encontrares não me devolva, me deixa estar. Só tenho que seguir em frente, e dessa vez, acompanhada por alguém.
E foda-se.
Foda-se tu, foda-se eu, fodamo-nos todos.
Estranhos caminhos que a vida tenta em me oferecer.
Sei que as coisas tem ficado bizarras demais por aqui.
Outra noite ele se apresentou, assim como ele se apresenta, só naquelas situações especiais, quando estamos todos reunidos e eu realmente não precisava ter um rei ao meu lado, ou precisava, e ele se apresenta e veste a sua coroa. Não deixa nenhum outro mortal se aproximar de mim, apenas ele, ele e eu, no meio de todos os súditos. Ele procura não ofuscar o meu brilho, ele procura não sangrar em mim. Nem uma gota. Eu fico ali sedenta esperando seus momentos de fraqueza, louca para atacar. Querendo pegar o circo todo, só pra mim. Mas não. Eu deixo ele estar. Assim como estamos. Ele vela meu sono, me entrega à Morfeu. E logo depois parte embora. E eu fico sem saber, até quando. Logo outros aparecerem. Todos amaldiçoados por ele. Não podem sangrar em mim. Ninguém pode sangrar em mim. E eu fico ali sedenta esperando o momento de fraqueza para arrancar suas entranhas. Quero seus testículos em uma bandeja rapaz. E sei que ainda os terei. E quando esse diga chegar tarde demais será para suplicar por perdão. Eu conto a cada conto e digo por cada canto. Sei que vou receber tudo de volta e com juros. Eu estou partindo agora. Não pretendo voltar. Vou para onde vocês não podem me seguir. Podem ficar com tudo. Com todas as mentiras suadas que inventei para cada um. Levo minha aliança. Aquela, daquele que um dia ousou me desposar. Não escutarei mais passos pela areia. Não escutarei mais lamúrias dos tempos que não devem voltar mais. Por favor. Não dirijas a palavra àmim. Me ignore como sempre. Pense que é só mais uma noite, daquelas em que nos separamos em caminhos opostos. E não tenha a audácia de me seguir. Cansada, simplesmente cansada.
Vou cair no meu leito. E espero sangrar um pouco. Quero carne nova. Quero amor puro. Eu me rendo. Larguei minhas armas por aí. Se encontrares não me devolva, me deixa estar. Só tenho que seguir em frente, e dessa vez, acompanhada por alguém.
E foda-se.
Foda-se tu, foda-se eu, fodamo-nos todos.
cansada de toda essa hipocrisia
eu nem te conheço, eu nem me conheço, eu não conheço ninguém
you're lost little girl
não olhar pra trás, não se sabe mais nem de onde se vem
só se pensa em chegar mais e mais acima
não se importa com o que se deixa pra trás
apenas com o que se leva pra frente
e foda-se tudo isso
foda-se todos esses cantos de solidão
eles constroem algo maior
e tu que queres viver à minha sombra
sinta-se a vontade, só não espere chegar muito perto
jamais vais sentir o gosto da minha luz
eu não preciso de ti, dos teus beijos infames e das tuas desculpas furadas
sigo sozinha
não preciso de ninguém pra arrumar minhas coisas
não preciso de ninguém pra escrever os meus gritos
e que se foda
a tua falta de libertação
a tua falta de entrega
e o teu medo de ser feliz
que se foda
eu sei que sei o que faço
mesmo que não saiba onde estou
eu nem te conheço, eu nem me conheço, eu não conheço ninguém
you're lost little girl
não olhar pra trás, não se sabe mais nem de onde se vem
só se pensa em chegar mais e mais acima
não se importa com o que se deixa pra trás
apenas com o que se leva pra frente
e foda-se tudo isso
foda-se todos esses cantos de solidão
eles constroem algo maior
e tu que queres viver à minha sombra
sinta-se a vontade, só não espere chegar muito perto
jamais vais sentir o gosto da minha luz
eu não preciso de ti, dos teus beijos infames e das tuas desculpas furadas
sigo sozinha
não preciso de ninguém pra arrumar minhas coisas
não preciso de ninguém pra escrever os meus gritos
e que se foda
a tua falta de libertação
a tua falta de entrega
e o teu medo de ser feliz
que se foda
eu sei que sei o que faço
mesmo que não saiba onde estou
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
são apenas palavras
que já nascem com o direito de brincar
não tem dono, não tem destino
só o meu prazer de sonhar
mas eu espero
eu espero
e espero
que um dia, noite, tarde
talvez...
ou não
apareça alguém digno de merecer
cada versinho tosco
que nessa minha curta vidinha
eu já escrevi
não se deve dar aos outros
aquilo que se é tão seu
pelo menos não eu
que já nascem com o direito de brincar
não tem dono, não tem destino
só o meu prazer de sonhar
mas eu espero
eu espero
e espero
que um dia, noite, tarde
talvez...
ou não
apareça alguém digno de merecer
cada versinho tosco
que nessa minha curta vidinha
eu já escrevi
não se deve dar aos outros
aquilo que se é tão seu
pelo menos não eu
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
é grande poeta
sempre tem razão
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.
saravá irmão!
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.
saravá irmão!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
fênix
era uma vez (once upon a time, a little girl...) aquela menina que se desfazia e fazia a cada minuto, mal ela sabia como conseguiria viver dessa maneira pois tudo lhe parecia tão instável. com o passar do tempo desenvolveu habilidades, sabia como cantar e encantar, era uma verdadeira musa, nascida para inspirar os outros e contar estórias maravilhosas de um tempo que não conhece.
poor little girl, she just served to inspire the mans, e assim sendo eles usavam ela e retiravam tudo que podiam daquela alma doce e iluminada para compor seus versos mil. nunca lhe deram de volta, nem amor, nem dinheiro muito menos comida. e assim ela ia morrendo aos poucos, de verso em verso, sufocada pelas palavras que lhe vestiam.
então ela relembrou seus tempos de instabilidade e desenvolveu a incrível habilidade de morrer e renascer a cada lua. só assim ela conseguiria sobreviver aos vampiros que lhe sugavam.
os anos passaram, ela teve muitos homens e se tornou mulher, cansada e rebatida morria e nascia de tantos em tantos meses.
seu sorriso e sua graça começam a se apagar, e ela se pergunta, quanto tempo será que falta, para que a morte venha e não tenha mais que renascer.
poor little girl, ela continua e nua vai, de porta em porta levando amor aos corações que não sabem amar, e ao seu coração só sabem matar.
poor little girl, she just served to inspire the mans, e assim sendo eles usavam ela e retiravam tudo que podiam daquela alma doce e iluminada para compor seus versos mil. nunca lhe deram de volta, nem amor, nem dinheiro muito menos comida. e assim ela ia morrendo aos poucos, de verso em verso, sufocada pelas palavras que lhe vestiam.
então ela relembrou seus tempos de instabilidade e desenvolveu a incrível habilidade de morrer e renascer a cada lua. só assim ela conseguiria sobreviver aos vampiros que lhe sugavam.
os anos passaram, ela teve muitos homens e se tornou mulher, cansada e rebatida morria e nascia de tantos em tantos meses.
seu sorriso e sua graça começam a se apagar, e ela se pergunta, quanto tempo será que falta, para que a morte venha e não tenha mais que renascer.
poor little girl, ela continua e nua vai, de porta em porta levando amor aos corações que não sabem amar, e ao seu coração só sabem matar.
domingo, 8 de novembro de 2009
sobre aquelas cartas sem destinário que adoro publicar
ontem eu vi o mundo girar
fazia muito tempo que ele não girava
eu sou exagerada, então considere este tempo em meses, não em anos.
caminhei devagar pelos corredores, mais rápida que uma bala de canhão e era simplesmente incrível a sintonia pela qual meus pés obedeciam aos meus comandos. mesmo que a comandante estivesse sobre grande efeito de narcóticos.
sim. a anestesia do real
procurei um lugar tranqüilo na minha mente para descansar disso tudo
e nada melhor para o demônio, do que um show do bom rock'n'roll para lavar a alma
não sei por que na volta para a casa ainda desejei tua presença nos meus lençóis, talvez por que teu cheiro ainda está pelo ar.
os tempos por aqui mudam rápido
e se o mundo já consegue girar, e eu consigo girar com ele
acho que as coisas realmente possam mudar e voar
as lembranças de velhos tempos colorem a minha mente, lentamente, na esperança de bons ventos
e para marinheira só que sou, a luz das estrelas e da lua sempre bastou
nada como uma boa cachaça depois de uma longa viajem tempestuosa,
esse barquinho ainda vai longe, aprendendo a remar com a maré .
Fui correndo buscar minha glória.
fazia muito tempo que ele não girava
eu sou exagerada, então considere este tempo em meses, não em anos.
caminhei devagar pelos corredores, mais rápida que uma bala de canhão e era simplesmente incrível a sintonia pela qual meus pés obedeciam aos meus comandos. mesmo que a comandante estivesse sobre grande efeito de narcóticos.
sim. a anestesia do real
procurei um lugar tranqüilo na minha mente para descansar disso tudo
e nada melhor para o demônio, do que um show do bom rock'n'roll para lavar a alma
não sei por que na volta para a casa ainda desejei tua presença nos meus lençóis, talvez por que teu cheiro ainda está pelo ar.
os tempos por aqui mudam rápido
e se o mundo já consegue girar, e eu consigo girar com ele
acho que as coisas realmente possam mudar e voar
as lembranças de velhos tempos colorem a minha mente, lentamente, na esperança de bons ventos
e para marinheira só que sou, a luz das estrelas e da lua sempre bastou
nada como uma boa cachaça depois de uma longa viajem tempestuosa,
esse barquinho ainda vai longe, aprendendo a remar com a maré .
Fui correndo buscar minha glória.
- Row, row, row your boat,
- Gently down the stream.
- Merrily, merrily, merrily, merrily,
- Life is but a dream.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
é injusto, tão nova, tantas guerras
tantos óbitos
é simples.
quase uma questão de retórica.
não, é uma questão prática mesmo, da qual todo o ser humano não consegue se ver livre.
o egoísmo, o medo e a razão;
é como todas as aquelas noites amargas
em que as estrelas se negam a brilhar no céu
alguns rostos sorriem na rua
mas não para mim
tu nervoso me pergunta se tudo está bem
e eu seca ainda respondo que sim
passas a tarde preso em um telefone
mas não consegues me encontrar
não é por maldade
e sim por tempo
uma questão prática da qual eu preciso
respirar
um dia eu voarei daqui
e tudo isso já será ontem
tu não vai comigo
não tenho forças para te carregar mundo a fora
eles me chamam de assassina fria
eu digo,
que sou uma assassina quente
tantos óbitos
é simples.
quase uma questão de retórica.
não, é uma questão prática mesmo, da qual todo o ser humano não consegue se ver livre.
o egoísmo, o medo e a razão;
é como todas as aquelas noites amargas
em que as estrelas se negam a brilhar no céu
alguns rostos sorriem na rua
mas não para mim
tu nervoso me pergunta se tudo está bem
e eu seca ainda respondo que sim
passas a tarde preso em um telefone
mas não consegues me encontrar
não é por maldade
e sim por tempo
uma questão prática da qual eu preciso
respirar
um dia eu voarei daqui
e tudo isso já será ontem
tu não vai comigo
não tenho forças para te carregar mundo a fora
eles me chamam de assassina fria
eu digo,
que sou uma assassina quente
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
E segue sem direção, com o peito apertado
uma mesa cheia de papéis
uma cabeça cheia de idéias.
Uma vida de responsabilidades.
Eu menti.
As coisas não mudaram por aqui.
Os novos ventos machucam os corações que eu tanto quero bem, e que tanto batem perto do meu.
E a eterna palhaça tenta anima-los, escondendo seus novos pavores em panos coloridos.
Sim eu sou uma pessoa visual.
Eu vejo tudo, alias, eu já prevejo tudo. Como se fosse amanhã.
Como eu me sinto?
Como se o musgo coloado na superfície externa da minha camada tivesse sido removido.
Pedras rolantes... rock n' roll
sábado, 15 de agosto de 2009
Meu conto de fadas despedaçado
Só consegui chegar até o fim, por que o resto foi complicado demais, saca?
É aquele tipo de reflexão que se faz sentada numa mesa de bar com uma de suas melhores amigas, e ela te fita e diz, faça uma reflexão sobre esse seu novo amor Paula Emília, e Paula Emília responde, que só não existe o amor, como o novo também não veio. As coisas continuam as mesmas, como diria meu amigo Robert Plant, The song remains the same, o que muda são os quadros pendurados na parede, as cores pintadas pelas paredes, as roupas que esvoaçam mais ao vento, e os beijos que parecem ser mais verdadeiros.
Não posso esquecer do cavalo, esse apesar de aparentar sofrer de fraquesas multiplas é mais forte do que os outros, por que pelo menos está vivo. E cavalos vivos são coisas raras hoje em dia. Ou talvez sempre foram.
Mas isso não vem ao caso, o que conta é o que sobra, e o que sobra é muito. E o que falta, falta muito, quando a gente não se sente preenchido por todos os lados, e quer preencher o que resta.
É, isso mesmo, todos os devaneios que chegam depois do onibuzinho. Realmente, não sei por que continuo escrevendo devaneios que nem eu mesma posso entender.
Simples, foi técnicamente complicado para ter um pouco mais de graça no andor. Mas não passa de um conto de fadas criado pela minha criança interior. É... um pouco despedaçado, mas ainda sim, inteiro.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
I am gonna kill
Suas mãos estavam ensaguentadas com um vinho barato
Em seus olhos, o reflexo de mais um homem morto
Seu coração estava dilacerado, como tripas espalhadas, por um tapete branco.
Não, nem sempre temos o que esperamos.
Melhor dizendo, nunca temos o que esperamos.
Ela pensou que seria melhor sair para tomar um ar e umas boletas,
caso contrário temia que seu coração parasse de bater.
No caminho, passou por tocadores de cítara e uns jazzistas malucos,
mas aquela voz maldita não parava de cantar na sua cabeça.
O retradado daquele último assassinato.
Então ela largou as armas por aí, tirou suas botas de couro largo
e seu casaco grande e felpudo.
Nua caminhou horas na chuva, e lembrava do seu antigo amor de tempestades.
Cantou sua música para alguns bebâdos nas esquinas.
Deu o braço para os seus dois maiores amores, e decediu voltar para casa com eles.
Pois não há lugar como aquele, não há pessoas como aquelas.
E se você tentar um poquinho mais, você consegue aquilo do que tanto precisa.
E foda-se o que espera.
E foda-se a espera.
E fodam-se todos vocês.
Inclusive tu, e eu.
Ela praticava a arte da decepção, qualquer um pode notar, aqueles olhos caídos não enganam ninguém.
Nem sempre se consegue o quer.
E pra puta que pariu.
Now... I am gonna kill Bill
Enquanto tu procuras os vermes, eu te dou flores
Ora meu bem, não vês que no meio de toda a sua cólera eu já me acostumei com teus fedidos odores?
Eu trago suaves venenos incapazes de matar um homem forte como tu, eles apenas são vertiginosos e ilusórios.
Por que me temes tanto?
Queres desvendar todos os mistérios da humanidade, mas não compreendes ainda nem a ti mesmo.
Ah, meu belo, doce vampiro de lábios tão roxos, abra teus olhos e caminhe sobre a plenitude do que tanto temes . . . o dia.
Sei que tens medo, mas é minha função alertá-lo. A vida é o que acontece enquanto estás ai, fadado aos teus infernos pessoais.
Sim, sou eu, a serpente do universo, a tua rainha que pulsa freneticamente no teu ser. Enquanto tu paralisado em meio de tanta dor imaginária criada apenas para a tua egoísta e masoquista diversão, me ignoras.
Cuidado mon cher, eu posso me vingar.
Da próxima vez trarei meu punhal no lugar das flores e venenos mais fortes nos lábios e te obrigarei a prová-los.
Ora meu bem, não vês que no meio de toda a sua cólera eu já me acostumei com teus fedidos odores?
Eu trago suaves venenos incapazes de matar um homem forte como tu, eles apenas são vertiginosos e ilusórios.
Por que me temes tanto?
Queres desvendar todos os mistérios da humanidade, mas não compreendes ainda nem a ti mesmo.
Ah, meu belo, doce vampiro de lábios tão roxos, abra teus olhos e caminhe sobre a plenitude do que tanto temes . . . o dia.
Sei que tens medo, mas é minha função alertá-lo. A vida é o que acontece enquanto estás ai, fadado aos teus infernos pessoais.
Sim, sou eu, a serpente do universo, a tua rainha que pulsa freneticamente no teu ser. Enquanto tu paralisado em meio de tanta dor imaginária criada apenas para a tua egoísta e masoquista diversão, me ignoras.
Cuidado mon cher, eu posso me vingar.
Da próxima vez trarei meu punhal no lugar das flores e venenos mais fortes nos lábios e te obrigarei a prová-los.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Senhoras do sentimento
Nós casamos em apenas dois dias,
Não pergunte quanto tempo demoramos para nos divorciar...
Somos profissionais da alma.
Já pedimos, pra deus e o diabo, já demos nosso sangue
E hoje, alcançando ainda nem a metade de uma curta jornada, conversamos com nós mesmas para acalmar as ondas brabas que vem e vão.
Já ficou tudo blasé, tudo já visto, revisto, conhecido e desconhecido.
Somos profissionais da inspiração.
Nós temos hábitos imundos, dormimos o dia inteiro, usamos drogas, fedemos a homem que não lembramos mais do rosto nem do nome.
Mas temos um coração sincero, cheio de mágoas, cheio de alegria, profundo como o oceano, ardendo como o fogo mais primordial.
Somos como penas que voam soltas pelo vento, numa brise suave.
É quase que como, a dialética da profissão.
A coisa que vai e fica, que não vai mais embora.
Essência, total estagnida dentro de cada uma, que anceia por um pouco de ... arte?
amor?
solidão? ou talvez até a dor
A questão é que gostamos de sentir essa coisa correndo por dentro, passando pelos poros, adestrando os sentimentos.
Como um mago que levanta e abaixa as chamas de uma fogueira.
Afinal, tudo não passa de uma grande alquímia, onde nós somos mestras da diversão e do prazer.
Esse versinho tosco tem dona, meu espelho, minha inspiração, minha irmã Nathalia. E todas as outras mulheres maravilhosas que acompanham minha vida e são profissionais como eu.
É o primeiro versinho tosco que tem dono assim, declaradamente dono, por que ao contrário do que eu digo, algumas pessoas merecem receber coisas toscas escritas bonitinhas as vezes. Mas só algumas...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Let it bleed
Desculpa se te dei um cargo que não era teu
É sempre assim, eu dou e tu toma
Todos pensam que quero dizer adeus no final
Mas isso é errado, não existem finais nessa vida além da morte
Eu sempre quero um recomeço
Me lembro quando eu era pequena
Eu usava branco, e ele preto
Eu sempre deixava ele ganhar as brigas
Óbvio, ele iria chorar senão ganhasse
Quando cresci resolvi chama-lo de meu
Óbvio, um dia ele partiu sem eu saber por que, e até hoje eu choro sem perceber.
Ele não se deu o trabalho de mentir, ele não se deu o trabalho de dizer adeus.
Então se ele não se deu o trabalho, você não precisa se ocupar com tanta cerimônia.
Use da sua simpatia e do seu bom gosto.
É gozado como depois de um tempo as expectativas morrem, e depois mais ainda elas param de surgir.
E você fica sentado pedindo, agora é a minha vez de tomar.
Agora é a minha vez de partir.
Não me tira esse direito, por que ele é meu por merecimento e dignidade.
Palavra essa tão morta e esquecida nos dias de hoje, mas que no meu vocabulário ainda custa muitas moedas de ouro.
E não pense que não foi real, por que sempre tem um pouco de realidade.
Por que tu pode ter todo o ouro e a prata, se quizeres ter, é só pegar,
É tudo muito simples, mas eu e você, nós somos reis na capacidade de complicação.
Por que todo mundo precisa de alguém para sangrar, sonhar, deitar, dormir, emprestar
E se você quizer, baby, você pode sangrar em mim.
Toma tudo, vai, pega meus seios, pega minhas pernas, meus braços, meu coração, pega tudo
Só deixa minha maconha, meu isqueiro, e volta para me dar um beijo no outro dia.
Ou então parte na calada da noite, sem fazer barulho e apaga teus vestígios, por que com certeza, vou esquecer de ti.
Todo mundo precisa de alguém para se alimentar
E se você quizer, baby, você pode me comer sempre.
Toma tudo, já disse, sangra por todos os lugares, marca tudo.
Pode vir não tenho medo, conheço essa tua poesia
Conheço essa tua escuridão
Já fui dona de tudo isso
Posso te ensinar a caminhar pelo sol, vampirinho maroto.
Posso curar essas tuas feridas, eu também sou xamã
Só sangra legal por aí, me marca com o teu amor
Me deixa amar por todos os lugares.
Diz que tuas palavras não são vazias e eu acreditarei,
Me tira dos meus versos e eu vou
E se tu quizeres, eu posso ser real, por uns tempos.
Assinar:
Postagens (Atom)
